sábado, 22 de março de 2008

PARA LIZA COM AMOR

UM SEGREDO MEU, TEU, NOSSO!!!

Deixo-me alienar no terror de amar num sitio tão fragil como o mundo, onde tudo se separa e divide.
Há sempre uma porta que se fecha para lá do horizonte. Enquanto uns te falam e escutam, eu caminho na tua ausência, na lembrança da tua voz e da tua incomum inteligência. Enquanto outros falam de ti eu espero por ti, enquanto outros te vêm e tocam eu apenas te observo e admiro. Tão perto e tão longe, tão ausente mas tão fundo.
Há uma gruta num pequeno bosque onde eu não encontro a entrada sem a tua ajuda, porque acredito que lá estamos protegidas do mundo e dos medos que o tornam assustador. Entro por aí contigo, sonho e és tu que me proteges... ès tu que me acordas dos pesadelos e lembras que não é necessário fazer grandes empreendimentos para se ser "GRANDE" mas sim acreditar que o melhor que se pode dar é o que está dentro dos nossos proprios limites. E é nessa altura que sussuras ao meu ouvido: "A alma não tem idade e a mente jamais envelhece!"

terça-feira, 18 de março de 2008

A minha primeira critica negativa jornalistica...LOL


Revista_ Nova Gente 22/2/2005
Liza "Vieira" é uma cantora lirica que cometeu a "Heresia" de interpretar exitos da musica pop num registo clássico. Pondo de parte preconceitos, juntou Pride dos U2, Sete Mares dos Sétima legião, Everybody Hurts dos REM, a árias como Adágio de Albinoni, ou La Traviata de Verdi, e fez um disco a que deu o seu nome. Nesta aventura contou com a ajuda da Czech Chamber Philarmonic Orchestra.
LOL,lol, ponto numero 1; Liza VEIGA, e não Liza "Veira", desatento o sr. jornalista ou não sabe ler?
Ponto numero 2; Que feio escrever e passo a citar "é uma cantora", sou sim senhora mas se menciona-se "é a cantora", não soava tanto a desprezo...que feio sr. jornalista!!!
Ponto numero 3; Mais uma vez tenho de o corrigir e eu até nem queria...lol...ai os trabalhos de casa...O Adagio de Albinoni não é uma ária... Arias que possa referir na critica são as que são retiradas de operas.
PS: Para além desta má critica que por acaso não me abalou nem um pouco ainda há um escãndalo que resolveram me atribuir que terei o prazer todo o prazer de publicar mais tarde neste mesmo blog e explicar toda e história sordida que rolou...vão dando uma vista de olhos de vez em quando que promete...LOL. Beijos de musica:)

Encerramento da "Moda Cascais"

CASCAIS ENCHE-SE DE MÚSICA, COR, ANIMAÇÃO E CRIATIVIDADE PARA SE TORNAR O PALCO DAS DUAS NOITES DEDICADÁS Á MODA

Pelo terceiro ano consecutivo Cascais apresentou as criações de estilistas portugueses e estrangeiros num espectáculo pleno de dança, luz, cor e originalidade. Mas, ao contrário das edições anteriores, este ano o evento foi ampliado para duas noites, passando a chamar-se Cascais e os dias da Moda.

Assim, estilistas, manequins, cantores, e dançarinos deram vida á cidade de Cascais, o local escolhido para receber o mundo da moda. Na primeira noite, a passerela montada no Forte da Cidadela recebeu as candidatas ao concurso Miss Tourism of the Planet- Portugal, de onde, saiu vencedora Olivia Lemper, que irá representar o nosso país, que terá lugar em Atenas na Grécia.

Na segunda noite então o momento mais esperado, os desfiles do Cascais Moda. Tendo por tema o cinema, na passerela e nas paredes podiam ver-se imagens de grandes ícones da sétima arte como, Marlene Dietrich, Marilyn Monroe e James Dean.

Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida foram os actores escolhidos para apresentar ao publico as colecções de José António Tenente, Gu Lin, Paula Pequito, Pedro Waterland e Storytailors.

Entre as apresentações actuaram os Exos, um grupo canadiano de Nouvelle Cirque que mostrou os seus ousados e arriscados numeros, Adelaide Ferreira e Marco Quelhas e para finalizar a noite e a Moda Cascais Liza Veiga, que terminou com o tema "Imagine" de Jonh Lenon junto com um fantástico fogo de artificio que iluminou toda a cidadela de Cascais.

Entre o publico que assistia a este espectáculo estava o presidente da Camara Municipal de Cascais, António Capucho, que salientou satisfeito a importancia deste evento.

A noite terminou na Discoteca Jésebel, no Casino Estoril, onde a animação se prolongou pela madrugada.

Revista Caras - 28 de maio

www.fadus.pt

Amantes que ficaram na história...

Inês de Castro...a eterna
Foi mandada matar por Afonso IV, pai de D. Pedro que temia a sua grande influência sobre o filho. Originou uma guerra civil, uma vingança sangrenta...e uma mulher que foi raínha depois de morta.

Camila Parker-Bowles...a paciente
Muitos anos antes de Diana aparecer, já era o grande amor de Carlos...mas conseguiu-o.

Maria Walewska...a patriota
Tornou-se amante de Napoleão para o influenciar a libertar a Polónia da ocupação Russa e Austriaca. Teve um filho dele, Alexandre.

Madame de Pompadour...a politica
Amante oficial de luis XV, era conselheira e influenciou a politica Francesa do inicio do século XVIII.

Mirela...a padeira
Ops...(desculpem mas esta não ficou para a história nem tão poco fez história, coitada), mas se souberem de uma padeira que tenha ficado na história como amante por favor enviem comentário porque gosto de estar informada!!!

Christine Keeler...a indiscreta
Protagonizou um dos maoiores escandalos de espionagem da Guerra Fria. Em 1963, era amante de John Profumo, secretário de estado Britânico para Assuntos de Guerra...e de Yevgeni Ivanov, adido na embaixada Russa.

domingo, 16 de março de 2008

"Tenho a psicose do canto" Correio da manhã


Aos 25 anos diz-se lutadora e pronta para vencer no canto. Lançou um album onde junta Mozart e Donizetti a REM e U2. E sonha mais com os holofotes do Scala de Milão do que com a maternidade.
Começou a cantar quando ainda mal sabia andar. Fez teatro infantil e patinagem artistica. Liza Veiga nunca gostou de estar parada. Descobriu o fado, participou num concurso televisivo onde ganhou cinco semanas consecutivas e assim se habituou a enfrentar as cãmaras.
Na entrada para a idade adulta disseram-lhe que o seu futuro estava no canto lirico e assim se tornou soprano.
Depois de um constante vai e vem entre Portugal e Alemanha edita o primeiro album, onde mistura a "Flauta Mágica" de Mozart a "Pride" dos U2.

Bono Vox convive bem com Mozart?

Se tivesssem tido essa oportunidade acho que se dariam muito bem...

Juntou-os no seu disco.

È verdade. Quis transpor os registos mais diversos para uma orquestra, e acredito que ao ouvirmos o album na integra quase não se destinguem diferenças temporais. Há uma separação em termos de tecnica vocal da minha parte e por isso poderia dizer-se que existem duas Lizas.

Por que é que o fez?

Queria mostrar que se fizermos tudo muito genuino e com o coração pode-se perfeitamente adaptar a voz a dois estilos diferentes. Para alem disso teria de conceber algo inovador ou sería apenas mais uma cantora lirica a gravar um album. Por ser ainda nova achei possivel e aceitável inovar.

De um modo geral as pessoas são resistentes á mudança. Não teve medo de arriscar á primeira?

Ainda tenho. Mas quero acreditar que quem compre o album tenha uma abertura mais futurista da musica clássica. Acima de tudo sou cantora de opera e espero ter aliciado o publico mais jovem para a musica clássica.

Suponho que Cars não sejam do seu tempo...

Por acaso não, foi-me imposto pelo produtor e editora , mas sem duvida que resultou.

Esteve seis dias a gravar em Praga. Era impossivelfaze-lo com uma orquestra Portuguesa?

Não. A escolha da orquestra aconteceu unicamente porque já havia realizado três digressões na Alemanha, já estava familiarizada com os musicos .

Será que tambem não teve que ver com o misticismo daquela cidade?

Isso só ajudou a tornar as condições perfeitas. Já tina estado em Praga aquando dos ensaios para o "Fantasma da Opera". A cidade é lindissima, tem um carisma e uma energia unicos.

Tem algum momento em especial?

Entre muitos que a cidade proporcionou, um que me marcou relativamente ao album foi os 52 musicos no final das gravações aplaudirem com os arcos nas estantes...jamais esquecerei.

Passa muito tempo fora. Sente-se emigrante?

De forma alguma, apesar dos longos periodos longe sou muito portuguesa e sinto imensa falta do meu país durante essas temporadas.

Adaptou-se bem ao estilo de vida germânico?

Quando lá cheguei pela primeira vez vivi uma fase um poco dificil devido á cultura e educação, ao rigor alemão, o frio era insuportável, a comida nem comento...no entanto o publico alemão conquistou-me por completo e com o tempo tentei compreender e aprendi a ser um pouquinho alemã o que faz com que hoje já esteja completamente adaptada e integrada na sociedade germânica.

Como é o desprendimento das raízes?

Como artista quando decidi iniciar uma carreira tive de me mentalisar de tudo o que tería de abdicar em prol do canto, e saber todas as dificuldades que teria de superar. No meu caso foi uma mentalização drástica pois começei a cantar profissionalmente muito nova e ainda no inicio do curso de canto. Só me apercebi verdadeiramente das minhas poções quando passei o primeiro Natal e Final de Ano sózinha num quarto de hotel.

Há uma luta interior?

Constante. E como artista sinto uma instabilidade emocional muito grande, já para não falar dos altos e baixos de uma carreira mas todos os artista vivem com essa insegurança.

Impõe metas?

Sim obviamente mas já não de uma forma obsseciva...vivo um dia de cada vez esperando o que a vida tem para me surpreender.

Onde é que entra a patinagem artistica?

Surgiu a par do teatro infantil aos 4 anos, após ter tentado o Ballet onde não foi possivel devido a um problema num tendão que me impossibilitava estar de pontas. Na patinagem fiz um bom percurso e fiz diversos campeonatos, mas acabei por desistir numa fase já de sofrimentode dores agudas nas rótulas.

Chegou a participar num programa televisivo.

Sim, na TVI o "Luzes da Ribalta", ganhei cinco semanas consecutivas a cantar fado. Na verdade foi algo muito positivo pela experiencia em televisão.

Não tem receio de vir a arrepender-se de olhar para trás e ver que abdicou de muita coisa em prol da profissão?

Espero que não, na verdade amo o que faço e apenas aproveito as oprtunidades que a vida me tem dado, não sou de virar costas. De resto vivo o dia a dia e o momento.

Correio da manhã-6 de Fevereiro 2005

www.chiadorecords.com


O SONHO


"Primeiro é preciso que se amem, depois é preciso que o digam, depois que o escrevam e depois que o façam"

Vitor Hugo

PARA TI, DOCE LIZA !


PARA TI, DOCE LIZA!
A ideia que se possa defenir "Homo", dando-lhe a qualidade de Sapiens, isto é, de um ser razoável é pouco sábia.
Homo é tambèm Demens: manifesta uma afectividade extrema, conclusiva, com paixões, cóleras, gritos, mudanças de humor, traz em si uma fonte permanente de delirio, crê uma virtude de sacrificios "sangrentos", dá corpo, existencia, poder a mitos e Deuses da sua imaginação. Há um ser humano um vasto expólio de "Ubris", a desmesura dos Gregos.
A loucura humana é fonte de ódio, crueldade, barbárie e cegueira. Mas sem as desordens da afectividade e as imrrupções do imaginário, sem a loucura do impossivel não existiria entusiasmo, criação, invenção, amor, musica e poesia...
Do mesmo modo, o ser humano é um animal não só insuficiente em razão mas também dotado de semi-razão.
Temos necessidade de controlar Homo-Demens para exercer um pensamento racional, argumentado, critico, complexo.
Temos necessidade de inibir em nós o que Demens tem de mortifero. Temos necessidade de sabedoria, que nos pede prudência, temperança, humildade, diplomacia, cortesia e desprendimento.
Prudência sim, mas não será esterilizar as nossas vidas ao evitar o risco a todo o custo? Temperança sim, mas será necessário evitar a experiencia com a "consumação" do êxtase? Desprendimento, sim mas será necessário renunciar aos laços do amor ou da amizade?
O mundo em que vivemos é talvez um mundo de aparências, a espuma de uma realidade mais profunda mais profunda que escapa ao tempo, ao esforço, aos nossos sentidos e ao nosso entendimento. Mas o nosso mundo dá separação, dá dispersão, dá finitude, e tambem dá atracção do encontro, da exaltação. Estamos completamente imersos neste mundo que é o sofrimento das nossas felicidades e dos nossos amores.
Não sentir, é evitar o sofrimento mas também o regozijo. Quanto mais aptos estamos para a felicidade mais vulneráveis ficamos para a infelicidade, "a felicidade deita-se aos pés da infelicidade".
Estamos condenados ao paradoxo de conservar em nós, simultâneamente, a consciência da vacuidade do nosso mundo e a plenitude que nos pode trazer a vida.
Se a sabedoria nos pede para nos desprender-mos do mundo da vida, será ela verdadeiramente sábia? Se aspiramos á plenitude do amor, seremos nós verdadeiramente loucos'
Reconheço o amor como o cúmulo da união da loucura e da sabedoria, isto é, que no amor, sabedoria e loucura não só são inseparáveis como se entregam uma á outra.
Reconheço poesia não só como modo de expressão literária, mas como um estado dito "segundo" que nos surge do fervor, da admiração, da comunhão da sabedoria, da exaltação e claro do amor que em si contem todas as expressões do estado "segundo."
A poesia está liberta do mito e da razão trazendo em si a sua união. O estado poético transporta-nos através da loucura e da sabedoria.
O amor é parte da poesia da vida, amor e poesia identificam-se! Há que assumir o amor! Contudo há que evitar que a prosa absorva as nossas vidas que são tecidas de prosa e poesia.
A sabedoria pode problematizar o amor, mas o amor e a poesia podem podem reciprocamente problematizar a sabedoria.
Devemos fazer de tudo para desenvolver a nossa racionalidade, mas é no próprio desenvolvimento que a racionalidade reconhece os limites da razão e desenvolve diálogos com o irracional.
O excesso de sabedoria torna-se loucura e a sabedoria só evita a loucura misturando-se com a loucura da poesia e do amor.
O nosso presente está em busca de sentido mas o sentido não é originário e não vem do nosso exterior.
Jamais devemos cessar em nõs o diálogo entre a sabedoria e a loucura, ousadia e prudência, economia e despesa, temperança e consumação, desapego e apego.
È aceitando a tensão dialógica que a permanência e antagonismo entre amor-poesia e sabedoria-racionalidade se completam.
Viver é sentir a vida com o minimo dos medos aos quais nos for possivel permitir, sermos tomados.
"CARPE DIEM" 9/3/2008