sexta-feira, 20 de junho de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Hoje não dá...

Hoje não dá...não me apetece...não estou para aí virada...doi-me a cabeça...estou inchada...a barriga...enfim...estou menstruada:( E posto isto só tenho a dizer que merda de coisa que nós mulheres temos de passar todos os meses!!! Adeus...hoje sou o elo mais fraco,LOL...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Patchunga:)


There's nothing i want more then you girl...There's nothing i can do about it...You're my soulmate, my summer and my faith, you're kisses are better then wine, there's nothing i want more then you girl...:)

domingo, 15 de junho de 2008

"Ela"...e somente "ela"


Domingo
_________________continuação 6 de agosto Praia de Santa Cruz, 1995
Encafuo-me nas correcções que tenho de fazer ao livro e não paro se não para bebericar na imperial. Ou para acender mais um cigarro. Já corrigi os dois primeiros capitulos e ainda me falta tanto para acabar. Dou comigo a fazer contas que só no tempo do liceu fazia: ver quantas folhas faltam para o fim. Mais de duzentas. Que desgraça. Olho e leio aquilo como se fosse meu...Como é que me consigo chatear com o que eu próprio escrevi e, nalguma etapa, depois da dor de parir, me lembro de também me ter dado gozo escrever? Mas é um facto: as correcções avançam, ás vezes mais devagar, as vezes mais depressa. Ás vezes não são correcções: pura e simplesmente risco um parágrafo ou uma nota de rodapé e digo-me que mais vale limpar o acessório e deixar o essencial mesmo que tenha custado, antes, a fazer sair...
Dá-me a fome e há muito que a imperial acabou. Quando "ela" passa por mim peço-lhe uma tosta mista e outra imperial.
Enfronho-me de novo nas correcções e destilo raiva pela caneta, o raio dos capitulos nunca mais acabam. O que vale é que o ambiente do Las Vegas é óptimo, e "ela" alegra-me só de vê-la. Ou então não estava ali. Tem boa música. E tem uma televisão sempre ligada num canal qualquer mas sempre sem som, o som é a boa música que "ela" selecciona na aparelhagem...A máquina do tétris ali ao lado de quem vai á casa de banho é que se escaganeira de vez em quando com uns ripipis a chamar a atenção mas poucos lá vão.
È só esse som chato mais o mionho do café, quando extemporaneamente o põem de serviço. Aparte isso sinto-me ali bem, trabalho bem ali. Quem me dera já ter acabádo...mas estou a chegar ao fim de mais um capitulo, estou super concentrado, está a render a revisão...De repente dou um salto na cadeira, apanhei um cagaço dos diabos. Foi "ela" que me trousse a tosta e a pôs na mesa. Dei um senhor salto. Mas agradeci a oportunidade porque a fome já era mais que muita. Não parei para comer. Antes continuei e fui trincando e bebendo e riscando e escrevendo...Até doer.
O Las Vegas está pejado de gente. O serviço corre. Quem serve anda numa estafa constante, "ela" anda numa estafa constante, mas desenvolta!
Fui ao balcão para pagar, queria ir-me embora, estava mais que farto. "Ela" estava a acabar de tirar cafés. Disse-lhe que queria pagar. "...um momento..." foi fazer o troco aos cafés. Via-se que estava muito cansada. Ontem por esta hora, já ali não estava lembro-me disso, lembro-me que "lhe" senti a falta. "Ela" está obviamente cansada, devia pirar-se, sou eu a lembrar-me. E quando vem ter comigo dou-lhe uma nota de quinhentos e mais trinta escudos em moedas.
-É para pagar a imperial e a tosta- digo eu.
Sigo-a com os olhos até á caixa registadora. Vejo-a a pôr o dedo numa lista ao lado, deve estar a ver o preço da tosta. Ou da imperial. E vai para o teclado, para registar, e volta á lista, percorre-a. Faz-se de novo ao teclado. Não, regressa á lista. Finalmente tecla.
Vejo que marca cento e setenta. Está errado. Devia ter marcado centro e trinta. Mais trezentos da tosta.
Fica parada a olhar para o visor, depois para as teclas. Já percebeu que se enganou, que vai ter de rectificar a operação. Puxa do ticket que ia a sair e continua de volta do teclado para marcar. Emendou. Marcou. Regressa direito a mim e eu digo-lhe se não é quatrocentos e trinta.
-Sabe?!
-Então, é como ontem!- respondi.
-E olhe eu que não sabia...-sorria.
-Havia de descansar...- disse-lhe.
Maneou a cabeça e já não sorria, quase chorou se exaustão...
Recolhi o troco sem fazer atenção preocupado com "ela". Já na rua dei em macaquear se "ela", teria feito bem o troco. E ao levar a mão ao bolso para de lá tirar a unica moeda pensei que me devia "ela" ter dado duzentos. Senti a moeda demasiado pequena nas mãos...já estava a comentar-me que "ela" estava mesmo cansada: afinal eu olháva para uma moeda de cem, "ela" tinha-se enganado...È, cansada...
Depois, parado, disse não. "Ela" tinha feito o troco correcto. É, eu continuava cansado . Como "ela", Talvez não tanto...como "ela"...ai "ela", "ela"...
Santa Cruz,domingo 6 de Agosto de 1995, Claudio Barros --"To the pretty girl with the pretty eyes" P.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

"ELA"...e somente "ela"...

DOMINGO
__________

É domingo ...é? Já não sei ás quantas ando, deitei-me tardissimo, acordei tardissimo, estou cansado. E estou sózinho. Pego nas tralhas e desço para me enfiar no Las Vegas. Antes pela geladaria para ir á maquina do tabaco, no Las Vegas não têm. É a unica coisa que chatei-a no sitio, tem uma pessoa que saír dali quando se lhe acaba a reserva. Como ontem. E depois perguntei ao balcão e "ela" disse-me não sei onde. Onde? Não percebi á primeira, nem á segunda. "Ela" disse um nome qualquer, que era ali á esquerda e então lembrei-me. O que tem um barco na montra? Fui lá mas não era ali, tinha que ir a outra secção. Subi por três degraus numa passagem estreita e do outro lado estava um quiosquezito a um canto do resto da sala. Aí havia, finalmente, cigarros. Lembrei-me de Paris pois não é em todo o lado que se apanha locais de venda. Sta Cruz pode não ter Bancos, nem Posto de Policia, mas tem este toque parisiense...Ou Francês...
Cheguei ao Las Vegas e a mesa onde tinha estado ontem estava ocupada. Ainda me encostei ao balcão, no tempo de espera talvez se despachassem e abalassem. Pura ilusão. Acabaram os cafés mas mantiveram-se sentadas. Bom, não faz mal. Esta mesa, aqui já, também há-de servir.
Pedi uma bica e uma imperial. Nunca antes na vida tinha pedido uma coisa assim. Bica seguida de imperial? E porque não? Precisava do café, a ver se acordava de vez, e sabia que ia ter sede..."Ela" não ouviu o pedido á primeira. Foi tirar a bica e depois ia pagar-se quando lhe lembrei que era também uma imperial. Não fiz atenção ao troco e levei as coisas para a mesa. Já lá tinha pousado o livro antes, e a caneta, para o caso de aparecer alguém com ideias: aquela mesa, aquela cadeira, aquele canto já era meu.
Estava já com o café na mesa e a cerveja também, mas ainda de pé, e "ela" saiu detrás do balcão e passou por mim em direcção á porta. Olhei lá para fora e reparei melhor no que, ao entrar, já tinha visto mas não ligara: havia quatro tipos na rua, na estrada, três deles mascarados de mulheres, que deviam estar com uns grãos a mais nas asas. Metiam-se com a malta que passava. O que não estava mascarado perguntou a uma senhora que leváva um lulu pela trela se podia dizer olá ao cão. Ela disse que sim e ele agarra na coleira, não vá o animal fujir, e aproxima a cara das orelhas do bicho. Dá-lhe um berro tão grande que o cão deve ter ficádo surdo para a semana toda. Os outros três riam-se a bandeiras despregadas . Acho que também me ri mas tive pena do animal.
Os mascarados? Pois, ontem foi Carnaval de Verão. Folia valente, foguetório, carros alegóricos e mais outros tantos restos do Carnaval de Torres Vedras. Mas deve ter sido bem curtido porque aqueles quatro ainda ali estavam.
Um deles o mais alto e de cabeleira mais comprida, pega numa cadeira da esplanda e escarrancha-a á cabeça. Passeia-se assim e está a afastar-se do Las Vegas. É isso que "ela" está a ver da porta, o que diado está ele a fazer com a cadeira. "Ela" volta-se para regressar ao balcão. Quando passa digo "- Aquele engraçou com a cadeira!"
Sorri de leve. leve mesmo. "Ela" quase nunca sorri. É linda, muito, mas sorri pouco.
Sentei-me á mesa e estou a despachar a bica. Preciso mortalmente daquela cafeína. Mortalmente porque sem ela sinto que vou morrer. Já recobro a vida e lá fora a cegada continua. O que se agarrou á cadeira e lhe chamou sua afasta-se com os outros e vai em direcção a outro café do lado de lá da estrada, um pouco mais á frente. Tem uma esplanada minuscula e abancam ali. Ele obviamente serve-se da cadeira que levava. "Ela" sai de novo do balcão e volta á porta. Fica ali um pouco, talvez hesitante, e deve pensar em que alhada se vai meter se for reclamar a cadeira. Eles estão mesmo virados para a folia mas pode-lhes dar para o torto. Ou não?
"Ela" decide-se e num passo decidido atravessa a estrada. A esplanada pequena não é do nivel do passeio, tem que se subir uns degraus. "Ela" não os sobe e fala cá de baixo, olha para cima, não se houve o que se diz. E então ele tem uma atitude amorosa: não deve ter ouvido nada do que "ela" acaba de lhe dizer e inclina-se para "ela", passa-le a mão pela cabeça, pelos cabelos, ternamente perdido de bêbado! "Ela" recua um pouco, talvez meia embaraçada, ou surpreendida mas sempre segura.
De dentro do Las Vegas está toda a gente de olhos postos neles, a ver o que sai dali. Olho para a mesa ao lado e confirmo que está tudo de sorriso nos lábios, a cena é caricata, engraçada, não vai haver azar. Mas não sei se "ela" está nisto confiante, como os sorrisos de dentro do Las Vegas certificam, não somos nós que lá estamos a ouvi-lo, é "ela". Fica-se por lá mais um pouco, talvez ele esteja renitente em devolver o troféu onde se sentou, talvez lhe esteja aexplicar que está apaixonado pela cadeira ou que na verdade precisa tanto da beleza "dela" como de oxigénio. O que quer que seja "ela" regressa á esplanada e ele, quase logo atrás, vem de cadeira na mão e vai para a mesa de onde a tirou. Com muito cuidado, cuidado de gozo, arruma a cadeira e ajeita as outras á volta da mesa. "Ela" não deixa de sorrir. Ele conseguiu que "ela" sorrisse!

Continua...Praia de Santa Cruz, domingo, 6 de Agosto de 1995....Claudio Barros_"To the pretty girl with the pretty eyes" P.

Espectáculo no CAMPO REAL







Espectáculo no CAMPO REAL organizado pelo agencia Moveit...Coreógrafo e agente_ Arcanjo
Estilista_Susana Agostinho
Maquilhador_Kikas
Cabeleireiro_Raquel

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Quantas!? LOL

Quantas mulheres não começaram a sair com alguém que não lhes diz nada somente por serem demasiado preguiçosas para se suicidarem???